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Bactérias terrestres que se alimentam de minerais podem dar pistas sobre a vida fora do planeta


Centro de pesquisa subterrâneo de Sanford. (Imagem de Matthew Kapust, da SURF).

Uma antiga mina de ouro em Dakota do Sul está dando aos cientistas pistas sobre como as colônias de bactérias que vivem na subsuperfície continental e se alimentam de minerais se espalhando e formando biofilmes, que são interpretados como revestimentos microbianos na superfície da rocha.

Em detalhes, os pesquisadores da Northwestern University foram 1,5 km abaixo da superfície no Deep Mine Microbial Observatory (DeMMO), localizado dentro de uma antiga mina agora conhecida como Sanford Underground Research Facility (SURF) e localizada perto da cidade de Lead.

Uma vez abaixo do solo, os especialistas cultivaram biofilmes em rochas nativas ricas em ferro e minerais contendo enxofre. Após seis meses, a equipe analisou a composição microbiana e as características físicas de biofilmes recém-crescidos, bem como suas distribuições usando microscopia, espectroscopia e abordagens de modelagem espacial.

As análises, publicadas na revista Frontiers in Microbiology, revelaram hotspots onde o biofilme era mais denso. Esses hotspots se correlacionam com grãos minerais ricos em ferro nas rochas, destacando algumas preferências minerais para colonização de biofilme.

"Nossos resultados demonstram a forte dependência espacial da colonização de biofilme em minerais em superfícies de rocha", disse Caitlin Casar, primeira autora do estudo, em um comunicado à mídia. “Achamos que essa dependência espacial se deve ao fato de os micróbios obterem sua energia dos minerais que colonizam.”

De acordo com Casar, esses resultados demonstram que a mineralogia da rocha hospedeira é um fator chave da distribuição do biofilme, o que pode ajudar a melhorar as estimativas da distribuição microbiana da subsuperfície continental profunda da Terra.

“Nossas descobertas podem informar a contribuição dos biofilmes para os ciclos globais de nutrientes e também têm implicações astrobiológicas, pois essas descobertas fornecem informações sobre as distribuições de biomassa em um sistema analógico de Marte”, disse Casar.

Na visão do pesquisador, vida extraterrestre pode existir em ambientes ricos em ferro e enxofre semelhantes aos das formações rochosas de DeMMO, onde os microorganismos são protegidos tanto da radiação quanto de temperaturas extremas.

Acesse mais sobre o estudo aqui.

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