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Bactérias podem ser usadas como fonte de cobre de alto grau


Pesquisadores sediados nos Estados Unidos e no Brasil publicaram um novo estudo no qual descrevem o que consideram uma alternativa "mais eficiente e segura" à obtenção de cobre por meio de bactérias.

O artigo foi publicado na revista Science Advances e, em sua discussão, os cientistas fornecem evidências conclusivas de como uma bactéria resistente ao cobre encontrada em uma mina de cobre no Brasil transforma íons de sulfato de cobre (CuSO4) em cobre zero valente ou cobre metálico.

“Colocando a bactéria dentro de um microscópio eletrônico, pudemos descobrir a física e analisá-la. Descobrimos que a bactéria estava isolando um átomo de cobre”, disse Francisco C. Robles Hernandez, co-autor do estudo, em um comunicado à mídia. “Em termos de química, isso é extremamente difícil de derivar. Normalmente, produtos químicos agressivos são usados ​​para produzir átomos individuais de qualquer elemento. Esta bactéria o está criando naturalmente. Isso é muito impressionante.”

De acordo com Robles e sua colega Debora Rodrigues, a novidade dessa descoberta é que os micróbios do ambiente podem facilmente transformar o sulfato de cobre em cobre de um átomo zero valente. Isso é um avanço porque o processo sintético atual para obter o mesmo resultado geralmente não é limpo, exige muita mão-de-obra e é caro.

“Os micróbios utilizam uma via biológica única com uma série de proteínas que podem extrair cobre (II) (Cu2+) e convertê-lo em cobre de valência zero de átomo único (Cu0). O objetivo dos micróbios é criar um ambiente menos tóxico para eles convertendo o cobre iônico em cobre de um átomo, mas ao mesmo tempo eles fazem algo que é benéfico para nós também”, disse Rodrigues.

Na visão dos cientistas, esses resultados sugerem que o processo de conversão pode ser uma alternativa para produzir átomos únicos de cobre metálico de forma mais segura e eficiente, em comparação aos métodos atuais, como deposição química de vapor, pulverização catódica e ablação a laser.

“Trabalhamos apenas com uma bactéria, mas pode não ser a única que desempenha função semelhante”, disse Rodrigues. “O próximo passo para essa pesquisa em particular é colher o cobre dessas células e usá-lo para aplicações práticas”.

A equipe de pesquisa acredita que essas descobertas podem ser a chave para enfrentar os desafios de abastecimento derivados da disponibilidade limitada de cobre de alto grau na crosta terrestre e da necessidade de fundição intensiva e processos de produção que requerem dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio para obter concentrado em quantidades úteis.


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