É possível recuperar óxido de lítio-cobalto de baterias gastas


Pesquisadores da Washington University em St. Louis, da Shanghai Jiao Tong University na China e do Virginia Polytechnic Institute and State University, publicaram um estudo onde mostram que é possível regenerar os compostos de óxido de cobalto de lítio completos em baterias de íon-lítio, ao contrário de recuperar elementos individuais e depois colocá-los juntos.

Em detalhes, a equipe liderada pelo engenheiro ambiental Zhen He usou um processo de eletrodeposição em que depositou uma quantidade adicional de íon-lítio nos eletrodos residuais. Este processo foi impulsionado pela eletricidade que cria o campo elétrico para absorver o íon no eletrodo. Com isso, os pesquisadores conseguiram uma fórmula completa que lhes permitiu reaproveitar uma boa quantidade dos materiais dentro da bateria.

Segundo os cientistas, a força motriz desse trabalho foi a preocupação com a geração de poluentes secundários resultantes dos processos de reciclagem de baterias existentes, muitos dos quais extraem os materiais separadamente por meio de métodos mecânicos e requerem reagentes adicionais.

Por causa disso e devido ao fato de que as baterias são baratas, há pouco incentivo para reciclar, portanto, apenas cerca de 5% das baterias de íon-lítio são recicladas.

Zhen He destacou que apenas na China, até o final de 2020, serão geradas cerca de 2,5 bilhões de baterias de íon-lítio em fim de vida de eletrônicos portáteis, como smartphones e laptops. Assim, o pesquisador acredita que recuperar e reciclar elementos críticos desses dispositivos desempenharão um papel fundamental na sustentabilidade do uso de recursos.

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